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Keila Nascimento
O Centro de Patologia e Medicina Laboratorial, unidade de apoio assistencial da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), reuniu no último dia 24 de setembro profissionais especialistas em microbiologia e infectologia de diversas unidades de saúde pública e privada do estado para a palestra com o tema “Tempo é vida, inovação é compromisso: a nova geração da hemocultura mais utilizada no Brasil.”
A palestra foi ministrada pelo biomédico e microbiologista clínico Thomas Chagas e possibilitou o conhecimento em relação à 11ª geração de sistemas de hemocultura, consolidado como uma tecnologia disruptiva no diagnóstico de infecções de corrente sanguínea. Segundo o biomédico, o sistema foi projetado para superar gargalos operacionais identificados no mercado global e brasileiro. O equipamento oferece um fluxo de trabalho totalmente automatizado, tanto na inserção quanto na remoção dos frascos.
A integração com o sistema "Sinapses" permite a geração de relatórios avançados e detalhados. Entre as inovações técnicas, destaca-se a capacidade de realizar a captura fotográfica do rótulo, permitindo a conferência das amostras sem a necessidade de abrir o equipamento. O sistema opera de forma estritamente fechada, garantindo a continuidade da incubação durante todo o processo. O equipamento reduz significativamente o tempo até a disponibilização do resultado. Considerando que a detecção precoce pode aumentar em 7,6 vezes a chance de sobrevida do paciente, este avanço é clinicamente fundamental, afirmou o especialista.
Outro diferencial é o monitoramento individual, que fornece dados valiosos para o controle de qualidade e para a educação continuada das equipes de pré-analítico, minimizando erros e otimizando a sensibilidade diagnóstica. Toda essa tecnologia posiciona a plataforma como uma das mais robustas do mercado para o diagnóstico precoce de infecções de corrente sanguínea, condição associada a mais de 11 milhões de óbitos anuais.
Para Renato Cavalcante, responsável pelo setor de Microbiologia do CPML, saber que uma resposta rápida pode fazer diferença no atendimento de um paciente com suspeita de infecção, é um fator impactant"Por isso, considero importante contar também com um aparelho de identificação e antibiograma automatizado. Depois que a bactéria é isolada na cultura, esse equipamento ajuda a mostrar qual é o microrganismo e quais antibióticos ele é sensível ou resistente. Assim, a equipe médica recebe informações importantes para ajustar o tratamento. Nós já temos um aparelho de hemocultura automatizado, que acompanha as amostras de sangue e sinaliza quando há crescimento de microrganismos. Esse alerta permite que a equipe investigue a amostra e avise rapidamente ao hospital", disse Renato Cavalcante.
Segundo ele,, quando existe suspeita de sepse bacteriana, esse tempo faz diferença: a sepse é grave e exige atenção imediata. O resultado da hemocultura contribui para a investigação, sempre em conjunto com a avaliação clínica do paciente. Os dois aparelhos têm funções que se completam: o aparelho de hemocultura sinaliza o crescimento na amostra de sangue; e o aparelho de identificação e antibiograma automatizado ajuda a descobrir qual bactéria foi isolada e quais antibióticos podem ser usados.
Isso é especialmente importante porque o CPML atende a Maternidade Escola Santa Mônica e o Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. Renato Cavalcante ressalta que, para gestantes, recém-nascidos e pacientes com infecções graves, oferecer essas respostas com agilidade pode ajudar a equipe assistencial a tomar decisões mais bem direcionadas, e assim, possibilitar maiores chances de salvar vidas.
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Renato Cavalcante, responsável pelo setor de Microbiologia do CPML
